terça-feira, 20 de julho de 2010

Karatê Kid













Levanta um braço, levanta o outro, dobra uma perna para cima, se equilibra, e... kei-ai! Chuta com a outra perna. Clássico, não? E pelo jeito todo mundo que via a sessão da tarde nos anos 80 já tentou imitar a técnica da garça, ensinada pelo Sr. Miyagi a Daniel-san, o Karatê Kid (o google comprova: entre as fotos do filme, dá para encontrar um monte de marmanjos tentando fazer a tal pose).

Karatê Kid (1984) é um dos filmes "de menino" mais famosos dos anos 80. A história tem todos os elementos que um bom filme sessão da tarde deve ter: o herói, desajeitado e não tão bonito assim, com quem o público de identifica. O mestre, que ajuda o herói a superar seus problemas e a crescer durante o filme. A mocinha, linda e popular, que não se importa com a origem humilde do herói e o namorado-loiro-popular da mocinha, que atormenta a vida do herói.

Para não ser mais atormentado pelos colegas loiros da escola (sim, são todos loiros! Tudo bem que é a Califórnia, mas deve ter uns bons litros de água-oxigenada na cabeça daqueles meninos para serem tão... nórdicos!), Daniel Larusso quer aprender Karatê. Ele vai até a academia de Cobra-Kai, mas ao ver Johnny (o loiro-chefe) entre os alunos, acaba desistindo. Lembra do malvadíssimo treinador Kreese? O papel era para ser de Chuck Norris, mas o astro recusou o convite, porque não queria ser odiado por meninos e meninas como um sansei sem princípios.

Depois da festa à fantasia da escola - em que Daniel vai vestido de chuveiro - ele acaba perseguido pela gangue de Johnny, e é salvo por Sr. Myiagi. Depois de saber dos problemas com os "amigos" da escola, Miyagi vai com Daniel até a academia Cobra-Kai, e consegue, humm... adiar o problema, pelo menos até o campeonato de karatê. E começa o treinamento, com métodos bem pouco ortodoxos. Primeiro dia: encerar carro. Segundo dia: lixar assoalho. Terceiro dia: pintar cerca. Pra cima, para baixo. Punho firme! Quarto dia: pintar casa (sobre isso, o Sr. Miyagi só deixa um bilhetinho, porque sai bem cedo para pescar). Aprender equilíbrio: entrar no mar gelado com a água até o pescoço, e assim por diante.

Pintar cerca! - A melhor parte do filme é mesmo o Sr. Miyagi ("Miaguí, não miagí!"). Batizado em homenagem a Chogun Miyagi, um famoso mestre de karatê de Okinawa, o velhinho rende as melhores cenas do filme, com humor e sabedoria. E até lembra um pouco o mestre-jedi Yoda, que treina o aprendiz Luke em Guerra nas Estrelas (aliás, os dois personagens tiveram o mesmo dublador). O Sr. Miyagi não fala de trás para frente, mas que tem um sotaque à la Yoda, isso tem: "Myiagi odeia luta". "Primeira vez vc, primeira vez eu."

Além de mestre e criador do estilo Miyagi-Do "treino-intensivo-aprenda-karatê-em-dois meses", Miyagi é muito engraçado. E vira um paizão para Daniel-san. No dia do aniversário, faz bolo e dá presentes: um kimono e... "escolha" (um dos carros antigos no quintal). Puxa, eu também quero um mestre desses! Daniel aproveita o carro novo para encontrar-se com Ally, e chama a mocinha para vê-lo:
Daniel: "Entra aí!" Ally: "Quer que eu dirija?" Daniel: "Mas é claro! Estamos nos anos 80!"

Karatê Kid fez tanto sucesso que rendeu três sequências, a última delas com uma menina karateca, feita por Hillary Swank (sim, a moça que ganhou o Oscar!). Pat Morita foi indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro de ator coadjuvante por Sr. Miyagi. Em 1986, os personagens viraram brinquedo nos Estados Unidos, pela Remco - com chutes, socos e até o golpe de quebrar madeira.

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